Conceição da Praia

10.08.2018

Papa Francisco rememora Paulo VI, "grande Papa da modernidade"

Papa Paulo VI será canonizado em 2018, e Papa Francisco relembra suas participações na Igreja

No Angelus do dia cinco de agosto, o Papa Francisco recordou a presença viva do Papa Paulo VI na terra, que faleceu no dia 6 de agosto de 1978.  Segundo Francisco, ele foi o Papa da modernidade.  “Há quarenta anos, o Beato Papa Paulo VI estava vivendo as suas últimas horas nesta terra. Morreu, de fato, na noite de 6 de agosto de 1978. Recordemos dele com muita veneração e gratidão, à espera da sua canonização, em 14 de outubro próximo. Do céu interceda pela Igreja, que tanto amou, e pela paz no mundo. Este grande Papa da modernidade, o saudemos com um aplauso, todos! ”.

História de Paulo VI

O processo diocesano para a beatificação de Paulo VI teve início em 11 de maio de 1993, tendo sido beatificado em 19 de outubro de 2014 pelo Papa Francisco. Ele será canonizado em 14 de outubro na Praça São Pedro, durante o Sínodo dedicado aos jovens, ao lado de Dom Óscar Arnulfo Romero, dois sacerdotes italianos, uma religiosa alemã e uma espanhola.

Paulo VI foi o Pontífice que concluiu o Concílio Vaticano II iniciado pelo seu antecessor São João XXIII. É dele a Encíclica Humanae Vitae, publicada em 25 de julho de 1968, que defende a visão tradicional da Igreja sobre métodos anticoncepcionais e aborto. A Encíclica também serviu de base para outros dois documentos do Magistério da Igreja: as Instruções Donum vitae Dignitas personae, ambas sobre moral sexual e ética reprodutiva.

São trabalhos dele também as Encíclicas Populorum Progressio, de 26 de março de 1967, a Sacerdotalis Caelibatus, de 24 de junho de 1967 e a Carta Apostólica Octogesima Adveniens, 14 de maio de 1971, esta última de natureza social em comemoração aos oitenta anos da Rerum Novarum de Leão XIII.

Paulo VI foi o primeiro Pontífice a visitar os cinco continentes e o primeiro a encontrar-se com o arcebispo de Cantuária e o primeiro ainda, em vários séculos, a encontrar-se com os dirigentes das diversas Igrejas Ortodoxas orientais. Como também, vivenciou o célebre encontro e o abraço ao Patriarca Atenágoras I, no Fanar do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, em 25 de julho de 1967.